Paulo Silva Silva Advogado
PT EN

O urbanismo determina o que se pode construir, ampliar ou utilizar num imóvel — e é, muitas vezes, a diferença entre um bom negócio e um imóvel que não financia, não legaliza ou não valoriza. Acompanho operações e conflitos urbanísticos com leitura integrada do registo, do PDM e do RJUE, da viabilidade à defesa perante a Câmara.

Quando intervir

  • Antes de comprar terreno ou imóvel a reabilitar, para confirmar a viabilidade do uso pretendido.
  • Ao licenciar obras de construção, ampliação ou alteração de uso.
  • Para legalizar obras executadas sem licença ou desconformes com o licenciado.
  • Perante um indeferimento, um embargo, uma ordem de demolição ou a declaração de caducidade de uma licença.

O que acompanho

Viabilidade urbanística

  • Pedido de informação prévia (PIP) e leitura do PDM e dos instrumentos de gestão territorial.
  • Confirmação de usos admissíveis, índices e condicionantes antes da decisão de investimento.

Licenciamento e comunicação prévia

  • Instrução de pedidos de licenciamento e de comunicação prévia de obras.
  • Emissão de alvará e de licença de utilização; resposta a pedidos de elementos e a propostas de indeferimento.

Legalização e regularização

  • Legalização de obras e de anexos; regularização de áreas e de usos.
  • Certidões de antiguidade, de destaque e de teor de processo.

Contencioso urbanístico

  • Impugnação de atos administrativos (indeferimento, caducidade) e de normas/regulamentos.
  • Oposição a embargo e a ordem de demolição; providências cautelares e execução de sentença.

O novo RJUE (em vigor a 1 de outubro de 2026)

A revisão do Regime Jurídico da Urbanização e Edificação (Decreto‑Lei n.º 108/2026, com entrada em vigor adiada para 1 de outubro de 2026) reduz o controlo prévio das câmaras e transfere responsabilidade para os particulares — o que torna a verificação do título urbanístico e da conformidade mais decisiva, não menos, em qualquer aquisição ou operação.

O que recebe

  • Parecer de viabilidade urbanística claro, com riscos e caminhos.
  • A instrução e o acompanhamento do processo camarário.
  • Quando necessário, a impugnação administrativa ou judicial da decisão.

Perguntas frequentes

Posso comprar um imóvel com obras não licenciadas?

Pode, mas com risco. A legalização deve ser avaliada antes da compra — a sua viabilidade, custo e prazo condicionam o valor e a utilização do imóvel, e podem justificar condições no contrato.

Recebi uma proposta de indeferimento. Ainda há solução?

Frequentemente sim. Há prazo para pronúncia em audiência dos interessados e, esgotada a via administrativa, para impugnação judicial. A reação atempada é essencial.

Como sei se um terreno em Oeiras tem viabilidade construtiva?

Pela consulta do plano director municipal e dos demais instrumentos de gestão territorial aplicáveis ao prédio, cruzada com as servidões e restrições de utilidade pública que sobre ele incidam. Quando a dúvida é relevante para o negócio, o caminho é o pedido de informação prévia, que obtém da Câmara uma pronúncia formal antes de se investir no projecto.

Qual a diferença entre licença e comunicação prévia?

A licença supõe um acto de deferimento da Câmara antes de a obra poder começar. Na comunicação prévia, a operação inicia-se decorrido o prazo legal sem oposição, ficando a autarquia com poderes de controlo posterior. O que determina o procedimento aplicável é a natureza da operação urbanística e a sua localização, não a preferência do requerente — e a escolha errada faz recomeçar o processo.

O que é a licença de utilização e quando é exigida?

É o título que certifica que o edifício ou a fracção pode ser usado para o fim a que se destina. Em regra é exigida para a venda, para o arrendamento e para o registo de alojamento local, e a sua falta ou a desconformidade com o uso real é um dos defeitos mais frequentes detectados em due diligence.

É possível legalizar obras feitas sem licença?

Em regra sim, quando a obra for conforme com as normas urbanísticas hoje aplicáveis ao prédio. O procedimento de legalização corre na Câmara e a decisão depende dessa conformidade, não do tempo decorrido. Quando a obra não é legalizável, a discussão passa a ser sobre as medidas de reposição da legalidade urbanística.

A Câmara embargou a obra. O que se faz a seguir?

Lê-se o acto. O embargo tem fundamento expresso e prazo, e é deles que depende toda a reacção. Consoante o fundamento, o caminho pode ser o suprimento do vício, a pronúncia no procedimento, a impugnação administrativa ou a via judicial — e, quando o prejuízo da paragem o justifique, a providência cautelar.

Preciso de advogado num processo de licenciamento?

Não é obrigatório para instruir o pedido: isso é trabalho do projectista. É útil quando o que está em causa é a leitura do plano, a qualificação da operação urbanística, a resposta a uma proposta de indeferimento, um embargo, uma contraordenação, ou a articulação do licenciamento com o contrato de compra e venda.

Artigos relacionados

Zonas cobertas

Acompanhamento perante as Câmaras da Grande Lisboa — com especial proximidade a Cascais, Oeiras, Sintra e Margem Sul — e, por videoconferência, em todo o país.

Informação e contactos

Escritório no Lagoas Park, Edifício 7, em Oeiras. Reuniões presenciais ou por videoconferência, em português, inglês e espanhol.

Aviso: antes de partilhar documentos, prazos ou a identificação da contraparte, aguarde a confirmação de inexistência de conflito de interesses e a aceitação do mandato. A informação desta página tem carácter geral e não constitui aconselhamento jurídico.

Informação e contactos

PT·EN
Marcar consultaWhatsApp